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Artigos » METODOLOGIA DE ESTUDO DE CASOS

Em “Method in Ecology”, K.S. Shrader-Frechette e E.D. McCoy, Cambridge University Press, 1.993, fazem um estudo sobre a lógica do estudo de casos. Comento alguns pontos levantados, introduzindo comentários.

- A falta de diferenciação, por muitos autores, das teorias preditivas das não-preditivas, produzem falhas no uso dos métodos com hipóteses – deduções.

Predição é um conceito muito utilizado em tecnologias avançadas. Situa-se entre a Correção e a Prevenção, e exige um maior conhecimento sobre o assunto a aplicar a Predição. Uso, para explicar este conceito a troca de velas em automóvel. Por Correção, a troca é quando o carro não dá partida, e aí o prejuízo pode ser significativo, dependendo onde se está. A Prevenção é de acordo com a vida média das velas, por exemplo, 10.000 km, e independente do modo de dirigir, é trocado a cada 10.000 km. Para usar a Predição, é preciso conhecer o desempenho do carro na partida, ou, verificar visualmente o estado de conservação das velas. Aí, para melhor performance do carro, o período de troca depende de vários fatores: o modo de dar partida, cada jogo de velas pode ter durabilidade diferente, e então, o uso oferece o melhor custo / benefício. Mas este caso exige conhecimento maior, pede flexibilidade. Entendo que, ao lidar com a vida, devemos trabalhar com a Predição.

- Os métodos com hipóteses – deduções, envolvem controles estatísticos, replicagem com observações, manipulações orientadas, e randomisações (amostragem ao acaso, para estudos).

- Os métodos com estudo de casos se incluem nos chamados observacionais, e podem não incluir algumas das bases de hipóteses – deduções – podem ser observacional, descritivo, experimental.

A metodologia de estudo de casos vem sendo desenvolvida, com larga aplicação em muitas áreas, uma delas a ecologia, onde existe grande interação de fatores, e lida com seres vivos. Nas chamadas ciências sociais onde o grau de complexidade é alto e é difícil separar parâmetros para estudos – fixando um e variando outros individualmente.

Na realidade, entendo, estudo de casos constituem uma das nossas primeiras tentativas de organizar o conhecimento humano. As estórias, os casos históricos, as parábolas, as estórias infantis, os contos, os casos de Esopo – com mais de 350 datados do século VI a.C num exemplo maior de estudo de casos comportamentais.

Citando outros autores, no livro acima referido, são considerados cinco componentes para uma boa metodologia em estudo de casos, para atingir níveis, como os recomendados pela National Academy of Sciences – USA.

1- O Projeto de Pesquisa (design) do estudo de caso.

2- As características do investigador.

3- Tipos de evidências aceitas.

4- A análise das provas.

5- A avaliação do estudo de caso.

 

Cada um dos componentes desdobra-se em outros, com detalhamentos.

Projeto de Pesquisa (design)

1.1 – As questões a serem investigadas

1.2 – As hipóteses

1.3 – A unidade das análises

1.4 – A lógica ligando dados às hipóteses

1.5 – O critério para interpretar os resultados.

As Características do Investigador

Conhecimento do Assunto / Segurança

Grande Tolerância para Ambigüidades

Sem Preconceitos

Adaptado e Flexível

Pensamento Inquisitivo

Boas Questões e Variedades de Caminhos.

Os tipos de Evidências Aceitas e Análises das Provas têm bons exemplos nos livros de Charles Darwin como “A expressão das Emoções no Homem e nos Animais” com sua primeira edição datada de 1872.

Avaliação do Estudo de Caso.

Os citados autores e a NAS, colocam que, geralmente, o método de estudo de casos oferece um caminho para ganhar, acumular informações e atingir o ponto de poder formular hipóteses. E mais, podem mostrar detalhes cruciais e importantes, que uma metodologia mais formal omitiria. Exibem então, um grande poder heurístico, muito aplicável ao estudo dos seres vivos e ao mundo ambiental, onde existem interações significativas.

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